“Só vou ao oftalmologista quando sentir que a visão piorou.” Essa é uma lógica comum entre adultos, mas nem sempre é a mais segura. Várias doenças oculares importantes, como glaucoma, evoluem de forma silenciosa, sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais, justamente quando o tratamento é mais eficaz.
Por isso, a consulta oftalmológica de rotina não deve depender apenas de sintomas. Existe uma recomendação de frequência que muda conforme a idade e o histórico de cada pessoa.
Sou o Prof. Dr. Fábio Ejzenbaum, oftalmologista em São Paulo, e neste texto explico com que frequência os adultos devem fazer a consulta de rotina e o que é avaliado nela.
Por que a consulta de rotina é importante mesmo sem sintomas?
Algumas das doenças oculares mais sérias, como glaucoma e retinopatia diabética, avançam de forma silenciosa. A pessoa só percebe alguma alteração na visão quando a doença já está em um estágio mais avançado, muitas vezes com perdas que não podem mais ser revertidas.
A consulta de rotina existe justamente para identificar esse tipo de alteração antes que ela cause sintomas, quando o tratamento costuma ser mais simples e o resultado, melhor.
Com que frequência devo ir ao oftalmologista?
De forma geral, a recomendação para adultos saudáveis, sem doenças oculares conhecidas, é:
- A cada 1 a 2 anos, dos 20 aos 40 anos
- Anualmente, a partir dos 40 anos, quando aumenta o risco de glaucoma e outras alterações
- Anualmente, em qualquer idade, para quem tem diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doenças oculares
Quem usa óculos ou lentes de contato também deve manter o acompanhamento regular, já que o grau pode mudar ao longo do tempo mesmo sem a pessoa perceber claramente.
O que é avaliado em uma consulta de rotina?
- Grau de miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia
- Pressão intraocular, importante na investigação do glaucoma
- Fundo de olho, para avaliar retina e nervo óptico
- Alinhamento e movimento dos olhos
- Saúde geral da superfície ocular
Esse conjunto de avaliações permite identificar tanto alterações comuns, como o grau dos óculos, quanto condições mais sérias, ainda em fase inicial.
Quando antecipar a consulta, independentemente da idade?
- Visão embaçada, dupla ou com manchas que não estavam presentes antes
- Dor ou vermelhidão ocular persistente
- Sensibilidade à luz fora do comum
- Flashes de luz ou pontos escuros “flutuando” na visão
- Diagnóstico recente de diabetes ou hipertensão
O que você não deve fazer
Evite esperar sentir que “algo está errado” para marcar a consulta. Como muitas doenças oculares não dão sintomas no início, esperar por sinais pode significar perder a fase em que o tratamento é mais simples.
Também não use o mesmo grau de óculos por anos sem reavaliação, mesmo que “ainda dê para enxergar”. A consulta de rotina vai muito além de ajustar o grau.
Prevenção também é cuidado com a visão
A consulta oftalmológica de rotina é uma das formas mais simples de proteger a visão a longo prazo. Manter esse acompanhamento regular, mesmo sem sintomas, é o que permite identificar alterações cedo e agir a tempo.
Agende sua consulta
Já faz tempo desde sua última consulta oftalmológica? Fale comigo e agende sua avaliação de rotina em São Paulo.
Escrito por Prof. Dr. Fábio Ejzenbaum · Clínica e Cirurgia de Olhos · CRM 87.924 · Dedicado a estrabismo, neuro-oftalmologia, oftalmologia pediátrica e controle de miopia, para crianças e adultos, em São Paulo.